Memória e resiliência: os quatro anos desde o massacre de Orlando

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Na noite de 12 de junho de 2016, a boate Pulse, em Orlando, foi palco do segundo tiroteio em massa mais letal da história dos EUA. Foram 49 pessoas mortas e 53 feridas. Provavelmente o mais sangrento massacre contra a comunidade LGBT+ da história recente.

Quatro anos depois, o choque deu lugar a uma série iniciativas e esforços para honrar a memória das vítimas, celebrar a resiliência da comunidade LGBT+ e impedir que novos ataques voltem a acontecer.

Memorial e fundação. O imóvel onde funcionava a boate Pulse foi transformado em um memorial e museu, homenageando não só as vítimas, mas suas famílias e a comunidade LGBT+ local. Os proprietários da casa também fundaram a organização onePULSE Foundation, que vem trabalhando para preservar e celebrar a memória das vítimas. Você pode acompanhar e apoiar o trabalho da onePULSE no site da fundação.

Desarmamento. O atentado colocou na pauta do movimento LGBT+ norte-americano uma questão até então pouco frequente: a facilidade pra se conseguir armas de fogo nos EUA. O grupo Gays Against Guns (Gays Contra as Armas) foi fundado após o massacre, defendendo o fim da “cadeia de mortes da indústria armamentista”, e luta pela reformulação da política de armas nos EUA. Quatro anos depois, o grupo continua realizando protestos e manifestações. Saiba mais no site do coletivo.

A mudança nas ruas. Talvez a mudança mais significativa esteja nas ruas de Orlando. Segundo depoimentos de sobreviventes do ataque, a cidade se tornou mais aberta, tolerante e acolhedora em relação à comunidade LGBT+. “Somos mais aceitos. Mais gente saiu do armário. Há mais (...) redes de apoio”, afirma uma moradora, em entrevista ao jornal El País. Além disso, frases como “O amor vence” e "Orlando mais forte” passaram a ser vistas com frequência em espaços públicos da cidade.

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A trajetória da população LGBT+ nunca foi fácil, mas poucas vezes nos vimos diante de um ataque tão brutal como o que aconteceu quatro anos atrás. Que as iniciativas em resposta ao massacre se multipliquem e fortaleçam, para honrar a memória das pessoas que perdemos naquela noite e para lembrar ao mundo: nós não deixaremos o ódio vencer.

Se você quiser assistir à celebração anual em memória das 49 vítimas, ela será transmitida na página do Facebook da onePULSE hoje, 12 de junho, às 20h (hora de Brasília). Clique aqui para saber mais.

 

Escrito por Pedro Ivo Oliveira, voluntário na All Out Brasil, estudante de Relações Internacionais pela PUC Minas e pesquisador em Direitos Humanos, Gênero e Sexualidade

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